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 "The thing is that you never have a lot of money and I guess i get paid with waves, sun and a lot of road trips... So I get more freedom instead of money."

"O que acontece é que nunca tens muito dinheiro... Acho que acabo por ser paga com ondas, sol e muitas viagens... Por isso recebo mais liberdade em vez de dinheiro."

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Katharina left Germany and after being on the road for 4 months visiting the European West Coast she ended up in Baleal, Peniche for some quality resting and surfing time. In the company of Bruno – the van – Ricarda – the Hawaiian doll – and Tony – the dinosaur – she says the place has something magic that appeals to her and that, after a brief homecoming, she intends to return to Baleal.

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Katharina saiu da Alemanha e depois de estar 4 meses na estrada a percorrer a Costa Oeste da Europa foi parar ao Baleal, em Peniche para uma temporada de descanso e bom surf. Acompanhada por Bruno – a carrinha – Ricarda – a boneca havaiana – e Tony – o dinossauro – diz que o sítio tem algo de mágico que a atrai e que, após um breve regresso a casa, planeia voltar ao Baleal.

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She has the van for 2 years now and she preferes the Sun, warm weather and being close to the sea. In every place she has been, it was close to the beach that she met several creative and talented people who transform surf into art and that inspire her.

Boards, tides and waves are words that came into her vocabulary 10 years ago. The first time she surfed was in France and she hated it, having actually thought she would never do it again. However, past a decade, where she goes her surfboards and wetsuits follow. Now she feels she can say she loves surfing and is actually capable of doing something on top of the board. 

But, it wasn’t always a bed of roses and it took her a while to get to the point where she finds herself now. 3 years ago she made a promise to herself. She went to Australia to learn how to surf. If things went wrong and her frustration kept emerging she would say goodbye to the surfer life. The experienced went for the best and things worked out. Today surf is a parto f Katharina’s life and the promise is to give her best at learning, evolving and having fun each day she spends in the water.

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Tem a carrinha há 2 anos e prefere o Sol, o tempo quente e a proximidade ao mar. Em todos os sítios pelos quais já passou, foi perto da praia que conheceu várias pessoas criativas e talentosas que transformam o surf em arte e que a inspiram.

Pranchas, marés e ondas foram palavras que entraram no seu vocabulário há 10 anos. A primeira vez que fez surf foi em França e detestou, tendo até pensado que nunca voltaria a surfar. No entanto, passada uma década, consigo andam sempre as pranchas e os fatos. Agora sente que pode dizer que gosta mesmo de surfar e que consegue fazer alguma coisa em cima da prancha. Porém, nem tudo foi um mar de rosas e demorou-lhe algum tempo a chegar ao ponto em que está. Há 3 anos fez uma promessa a si mesma. Foi para a Austrália para aprender a surfar. Se a coisa corresse mal e a frustração que antes sentira se mantivesse despedia-se da vida de surfista. A experiência correu pelo melhor e a coisa deu-se. Hoje o surf é parte da vida de Katharina e a promessa agora é a de se empenhar em aprender, evoluir e divertir-se a cada dia que passa dentro de água.

2 years ago, together with a friend, she founded an online surf magazine – Salty Souls – and it was from that moment on that she started exploring journalism. Living the Vanlife, Katharina knows this lifestyle isn’t always easy to sustain. It is a fact that there is no house rent or cable tv bills to pay, mas there’s food, essential goods and fuel so that the house can move.

However, she can live with the money she’s paid from writing online from her van. She says she could live like this for about 4 or 5 years, even having to deal with the wind, with blows that turn a vehicle on wheels into a rubber boat in a raging ocean. Since Saint Peter doesn’t pay any attention to her requests to stop with the wind thing already, she has given up asking and the only demand she has to be able to live for a long period in a van is: the size (it seems like it matters afterall). Katharina needs more space so that she can store her surfboards on the inside and so that she can invite people to come in and have nice meals with her. 

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Há 2 anos, juntamente com uma amiga, criou uma revista online sobre surf – Salty Souls – e foi a partir daí que explorou o jornalismo. A viver a Vanlife, Katharina sabe que este estilo de vida nem sempre é fácil de sustentar. É facto que não há renda de casa nem uma conta choruda de televisão por cabo para pagar, mas há alimentação, bens essenciais e o dito do combustível para a casa andar.

Contudo, consegue viver com o dinheiro que recebe a escrever online a partir da carrinha. Diz que era capaz de viver assim entre 4 ou 5 anos de seguida, mesmo tendo que lidar com o vento, cujas rajadas transformam um veículo sobre rodas num bote insuflável no mar alto. Como São Pedro não lhe dá ouvidos, já desistiu de lhe pedir para acabar com os sopros, mas há uma condição importante para conseguir viver por grandes períodos numa carrinha: o tamanho (que parece que afinal importa...). Katharina precisaria de mais espaço para que pudesse guardar as suas pranchas no interior e convidar pessoas para uma agradável refeição.

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Katharina confesses that in her first trip she was nervous and afraid of getting herself into some sketchy situation where she might need help, but Bruno would never allow something like that to happen and so he never let her down. This trip was the longest she has ever done and now she knows for surte that she will never feel alone while on the road – obviously she has Bruno, Ricarda and Tony – but she also has all the other travelers who are in the same situation she is in and that want to know those who are around them.

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Katharina confessa que na primeira viagem que fez estava nervosa e com receio de se ver numa situação complicada ou em que precisasse de ajuda, mas Bruno jamais permitiria tal coisa e, por isso, nunca a deixou mal. Esta foi a viagem mais longa que já fez e agora tem a certeza de que nunca se vai sentir sozinha na estrada – como é óbvio tem sempre a companhia de Bruno, Ricarda e Tony – mas também de muitas pessoas que estão na mesma situação e que também querem conhecer quem as rodeia.

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Germany and Surf. Does it match? These are two things that aren’t easily associated. However, the magazine Salty Souls was founded to answer a need: the growing surf culture in Germany. That’s right, even though the opportunities to surf are quite rare, the community has interest and, that being said, people were lacking a magazine that would talk about surf, interview common surfers, nonprofessionals, merely people who go in the water for passion and fun.

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Alemanha e Surf. Combina? São duas coisas que não se associam facilmente. Contudo, a revista Salty Souls surgiu para responder a uma necessidade: a crescente cultura de surf na Alemanha. Pois é, ainda que as oportunidades para surfar no país sejam reduzidas, a comunidade interessa-se e, como tal, fazia falta uma revista que falasse de surf e que entrevistasse surfistas comuns, não profissionais, pessoas que entram na água por paixão e diversão.