Fly Blackbird - More than a surfboard 3

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If you are interested in the History of Surf, Fly Black Bird – More than a surfboard 3, will hook you as soon as you open the book. Tim McCullogh takes the cover as well as the first pages. Expect some Historical Surf Photography and the preservation of moments that will last forever. That helicopter photo…

We already had the pleasure to read “FLY BLACK BIRD MORE THAN A SURFBOARD” specifically the versions 1 e 2. Before we get to the third one, a little bit of context equally important. Pedro Falcão is the great responsible for the availability of these books. He is also the designer of Fly Black Bird. In a short talk with Pedro Falcão, previewing the third number, we talked about the “reason why”:

“Os livros têm a ver com inspiração. Pessoas que acho que são criativas, que têm uma relação com esta cultura alternativa e com o mar numa perspectiva diferente. […] São pessoas de quem gosto, com quem me identifico e que se relacionam diretamente com aquilo que estou a fazer. […] [O Livro] É um mapa daquilo que vou encontrando, por onde passei, com quem me conectei e que tem a ver com tudo isto que estou a fazer. […] [Sobre a Fly Black Bird no seu todo] As pranchas interessam, mas tudo o que está relacionado criativamente com aquilo que estou a fazer torna isto para além da prancha, daí a marca ter um slogan “More than a Surfboard”. […]

Publishing a book implies an amount of money that it’s not small, but when it’s done with clean conscience and moved by a different fuel than profit, the answer is clear: “It’s a risky investment, but it’s my passion. If I've seen it as a business, I hadn't published the first book.” Already published three…

Pedro Falcão doesn’t hesitate when asked about why he continues to do it: “What drives me is to keep finding these people.”

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Se desse lado há interesse na História do Surf, Fly Black Bird - More Than a Surfboard vai agarrar-vos assim que abrirem o livro. A fotografia de Tim McCullogh está presente na capa e nas primeiras páginas. Podem esperar alguns momentos de surf que fazem e farão para sempre parte da História do Surf. Aquela fotografia com o helicóptero…

Já tivemos o prazer de ler “FLY BLACK BIRD MORE THAN A SURFBOARD” nos números 1 e 2 . Antes de continuarmos com o terceiro número, um pouco de contexto igualmente importante. Pedro Falcão é o grande responsável por estes livros estarem disponíveis. É também o designer das pranchas de surf da Fly Black Bird. Numa pequena conversa com Pedro Falcão e numa antevisão do número 3, falámos sobre “o porquê das coisas”:

“Os livros têm a ver com inspiração. Pessoas que acho que são criativas, que têm uma relação com esta cultura alternativa e com o mar numa perspectiva diferente. […] São pessoas de quem gosto, com quem me identifico e que se relacionam diretamente com aquilo que estou a fazer. […] [O Livro] É um mapa daquilo que vou encontrando, por onde passei, com quem me conectei e que tem a ver com tudo isto que estou a fazer. […] [Sobre a Fly Black Bird] As pranchas interessam, mas tudo o que está relacionado criativamente com aquilo que estou a fazer torna isto para além da prancha, daí a marca ter um slogan “More than a Surfboard”.

Publicar um livro implica custos avultados, mas quando é feito com consciência e movido a um combustível diferente do lucro, a resposta é clara: “É um investimento arriscado, mas é uma paixão. Se eu visse isto como um negócio não tinha feito sequer o primeiro livro.” E já fez três…

Pedro Falcão não hesita quando lhe perguntam por que razão continua: “O que dá força para continuar é encontrar estas pessoas.” Por falar em continuar, continuemos a falar sobre o terceiro MORE THAN A SURFBOARD.

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If there is something to highlight in this edition, are the background interviews. The dedicated pages to Frankie Chavez and Marco Taínha are an example. In Taínha's case, we travel across the brands he created throughout his career until the journey that gave life to BloodBrothers. It's inspiring to see the adventures of his career as a craftsman. An open conversation worth reading all, if you want to witness an example of persistence and also, but more difficult, know when to abandon an idea.

We can feel a similar sensation on the interview to Frankie Chavez made by Vasco Durão that allows enlarging the spectrum of the book and make us travel across the music industry and the story of Frankie Chavez.

Fourteen pages dedicated to this conversation where the capability to risk and manage decision taking can inspire those who are on the way to take the next step. Proof that no matter how you love what you do, sometimes you have to Double or Nothing, and hope for the best.

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Se há algo a destacar nesta edição são as entrevistas que vão mais a fundo nas histórias e percurso dos entrevistados. Exemplos disso são as páginas reservadas a Frankie Chavez e a Marco Taínha. No caso de Taínha, viajamos ao longo das marcas que criou e do caminho percorrido até à BloodBrothers. É inspirador “assistir” às aventuras da sua carreira enquanto artesão. Uma conversa aberta que vale a pena ler na íntegra se quiserem ver um exemplo de persistência e, também complicado, saber abandonar uma ideia.

Sensação semelhante na entrevista de Vasco Durão a Frankie Chavez que permite alargar o espectro do livro e viajar ao sabor da música. São 14 páginas dedicadas a esta conversa onde o risco e a tomada de decisões podem inspirar aqueles que estão na calha para dar o próximo passo. Uma prova de que por mais que se ame o que se faz, às vezes é preciso apostar tudo e esperar o melhor.

As you could expect, Design is present in this edition. Pedro Falcão has discovered the work of Paul McNeil through Instagram and dedicated him thirty-five pages. We can see the commitment with the alternative, as well as the mintmark of what is More than a Surfboard. The interview is short, but you'll have a lot to see of McNeil's work.

Gliding Barnacles got covered for more than twenty pages and more than talk about the festival, the emphasis is to the way how everything started. The story tells us how they came up to arrange one of the most attended surfing events in Portugal (in the alternative surf scene) by the surfing community. Highlight to the photographs of Mauro Motty, as well as Ricardo Gonçalves and Miguel Carvalho.

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Não sendo de admirar, o Design não podia ficar fora desta edição. Através do Instagram, Pedro Falcão descobriu Paul McNeil e dedicou-lhe 35 páginas. Aqui fica clara a aposta e o gosto pelo alternativo, assim como o cunho daquilo que é “More Than a Surfboard”. Uma pequena entrevista, mas uma grande exposição do trabalho de McNeil.

Mais de 20 páginas são dedicadas ao Gliding Barnacles [o The Outside Crowd esteve lá em 2017 e 2018] e mais do que falar sobre o que o festival é, o destaque vai para a forma como tudo aconteceu e como se formou aquele que é um dos eventos de surf em Portugal com maior adesão da comunidade surfista e do que se faz em termos de surf alternativo. Nota de referência para as fotografias de Mauro Motty, bem como de Ricardo Gonçalves e Miguel Carvalho.

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Talking about events, we are taken to New York to discover It Doesn't Work, a festival which has the simplicity, experimentation and sharing in its essence. Here you have the guarantee that you all the freedom to participate and ask questions. There's an encouragement to show all the types of surfboards. Even the ones that people think that they are not going to work. After all, and making justice to its name, there’s nothing that does not work.

Closing the book you'll have an interview from Jonathan Cherry to Florian Lierzer, a photographer that sees the ocean as his balance point.

And talking about photography, a final note to the pages dedicated to Miguel Constantino and his analog photographies revealed throughout a method developed by himself.

The best you can do is to read the whole book and get to know everything!

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Continuando nos eventos, somos levado a Nova Iorque para descobrir “It Doesn’t Not Work”, um festival que tem a simplicidade na sua essência, assim como a partilha e a experimentação. Liberdade para participar e fazer perguntas é uma garantia dada, assim como o incentivo para mostrar todo o tipo de pranchas de surf, mesmo aquelas que os shapers possam pensar que não funcionam. Afinal, e fazendo jus ao nome, “It didn’t not work”, que é como quem diz: “Não há nada que não funcione”.

Para fechar, uma entrevista de Jonathan Cherry a Florian Lierzer, um fotógrafo que vê o mar como o seu ponto de equilibrio.

Por falar em fotografia, nota final para as páginas dedicadas a Miguel Constantino e às fotografias analógicas reveladas a partir de um método que o próprio desenvolveu.

O melhor é mesmo lerem o livro na íntegra e ficarem a saber tudo!

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Read all about Fly Black Bird’s books with our reviews of MORE THAN A SURFBOARD & MORE THAN A SURFBOARD (2)

Leiam tudo sobre os livros da Fly Black Bird através das reviews: MORE THAN A SURFBOARD & MORE THAN A SURFBOARD (2)