Fly Blackbird - More than a surfboard 2

"The best of surfing is the tribe a surfer belongs to."

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“O melhor do surf é a tribo à qual um surfista pertence.”

Sandra Pereira

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This second edition is an extension of the Fly Black Bird project, created by Pedro Falcão with a very interesting approach to the whole surf culture somatized in the concretization of surfboards and books with the author's characteristic design.

The attention to detail and the design of the surfboard itself is notorious, as this item represents a metaphor: the past shapes and points to the future - as can be observed by the conceptual shape and design of the surfboard itself. There are several models unique and inspired by concepts around the surf, the sea, the animal nature or even by some personalities of the surfer community.

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Esta segunda edição é uma extensão do projecto Fly Black Bird, criado por Pedro Falcão com uma abordagem muito interessante a toda a cultura envolvente do surf somatizada na concretização de pranchas e livros com design característico do autor.

O cuidado com o detalhe e o próprio design da prancha de surf é notório uma vez que este item representa uma metáfora: o passado molda e aponta para o futuro – como se pode observar pela forma conceptual e design da própria prancha. Existem vários modelos únicos e inspirados em conceitos à volta do surf, do mar, da natureza animal ou mesmo por algumas personalidades da comunidade surfista.

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This book is inspired and has the input of notorious names, such as the designer Guilherme Torres; the history and life course of the champion of the surfer: Rusty Miller; the birth of the Schroff brand and its creator Peter Schroff; the interview with Joseph Ryan; the musician Steve Gunn; the designer and artist Filippo Fiumani; among other personalities representing the surfer society.

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Este livro é inspirado e tem o contributo de vários nomes, tais como o designer Guilherme Torres; a história e percurso de vida do campeão do surf: Rusty Miller; o nascimento da marca Schroff e do seu criador Peter Schroff; a entrevista a Joseph Ryan; o músico Steve Gunn; o designer e artista Filippo Fiumani; entre outras figuras que representam esta macro sociedade surfista.

The book leads us to the record of the fish boards, stating the documentary directed and produced by Joseph Ryan, where he explains, in an interview, the innovation of this model of surfboards.

We can also travel through the photographs of Mauro Motty from our Lisbon coast and the interview with the Australian photographer Andrew Kidman.

"Surfing has a lot to do with the trip, but the surfboard is the vehicle that takes you to the next level" - Gerry Lopez

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O livro deixa-nos o registo das pranchas “fish”, enunciando o documentário dirigido e produzido por Joseph Ryan, onde explica, numa entrevista, a inovação deste modelo de pranchas de surf.

Podemos ainda viajar pelas fotografias de Mauro Motty da nossa costa lisboeta e da entrevista ao fotógrafo australiano Andrew Kidman.

“Surfar tem muito a ver com a viagem, mas a prancha é o veículo que o leva para o próximo nível” – Gerry Lopez

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Like the first volume, I can emphasize the photographic quality and the physical support of this book, it gives a taste of "surfing" through the pages of robust and lightweight paper, just as if it were a surfboard. We are able to travel through the chromatic landscape that the images give us. In relation to lettering, I consider dynamic, the various text sources, since they do not create visual monotony.

The book looks thick at first glance, but we quickly come to an end without feeling heavy when we read. There is a certain balance between graphic visual space and writing, we can rest our eyes on large photographic images or drawings that praise texts and interviews.

For those who live this culture, or even for those curious surfers: no doubt is a literary element required to be on the bookshelf.

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Em semelhança ao primeiro volume, posso ressalvar a qualidade fotográfica e do próprio suporte físico deste livro, dá gosto “surfar” pelas páginas de papel robusto e leve, tal como se de uma prancha de surf se tratasse. Conseguimos viajar pela paisagem cromática que nos as imagens nos auferem. Em relação ao lettering, considero dinâmicas, as várias fontes de texto, visto não criarem monotonia visual.

O livro parece denso, à primeira vista, mas rapidamente chegamos ao fim sem nos sentirmos pesados com a leitura. Há um certo equilíbrio entre o espaço visual gráfico e o escrito, de modo que podemos repousar os olhos em largas imagens fotográficas ou desenhos que enaltecem os textos e entrevistas.

Para quem vive no seio desta cultura, ou mesmo para aqueles curiosos pelo surf: sem dúvida é um elemento literário obrigatório para se ter na estante dos livros.

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